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	<title>Diário de Campo</title>
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	<description>pensar e discutir Serviço Social</description>
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		<title>Diário de Campo</title>
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		<title>Desenvolvimentismo é o passado. O futuro é a diversidade. Vídeo de Eduardo Viveiros de Castro.</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 14:57:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Texto de Bruno Cava em seu blog &#8220;Quadrado dos Loucos&#8221; Muitas vezes os debates chegam a níveis sofisticadíssimos que faz falta uma formulação sintética, inclusive com sabor de ingenuidade. Têm horas que o óbvio se torna subversivo. O leitor veja o caso da construção da usina de Belo Monte. Tantos relatórios de 200 páginas sobre &#8230; <a href="http://diariodecampo.wordpress.com/2012/01/03/437/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=437&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://diariodecampo.wordpress.com/2012/01/03/437/"><img src="http://img.youtube.com/vi/4UpAr8wYJAY/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Texto de Bruno Cava em seu blog &#8220;Quadrado dos Loucos&#8221;</p>
<p>Muitas vezes os debates chegam a níveis sofisticadíssimos que faz falta uma formulação sintética, inclusive com sabor de ingenuidade. Têm horas que o óbvio se torna subversivo. O leitor veja o caso da construção da usina de Belo Monte. Tantos relatórios de 200 páginas sobre a matriz energética, tantos argumentos elaborados de prós e contras, estudos socioambientais, estatísticas geográficas e projeções econométricas… é para inglês nenhum botar defeito. Mas quem sabe seja caso de buscar o essencial. Poderia ser: olha, não é complexo, é só parar de tacar fogo na Amazônia, respeitar o espaço dos moradores e não destruir o ambiente. Brecht certa vez disse que as lutas frequentemente pedem formulações grosseiras. Que brutalizar uma discussão pode ser a melhor tática. Mas na fala de Eduardo, desculpe-me Brecht, o antropólogo conseguiu uma síntese ao mesmo tempo simples e profundamente conceitual, e sem brutalizar, sem perder a ternura. Mostra uma vez mais como o simples e o complexo, o básico e o elaborado não se opõem. Questão de poética.</p>
<p><em>O Brasil não é mais o país do futuro!</em> Agora, é a nossa vez. Não é mais a nação do atraso, que não pode ser séria. Não é mais vergonha se declarar brasileiro nas lojas e pontos turísticos de Nova Iorque ou Paris. É, gente, o brasileiro agora é respeitado. Brasileirização não é mais sinônimo de favelização do mundo. Não cabe mais a sacanagem que fizeram com a gente no filme <em>Brazil</em> (1985), de Terry Gilliam.  Agora, somos a sexta economia, sede da Copa e das Olimpíadas. Terra de Belo Monte e Pré-Sal, fiadores de um porvir de glórias. As décadas perdidas ficaram pra trás. Uma sucessão de êxitos nos trouxe aqui: redemocratização, controle da inflação, combate da corrupção, crescimento econômico e inclusão social. Tudo é possível: elegemos um sociólogo ateu, um operário nordestino, uma guerrilheira inquebrantável, — esculpida como gestora eficiente e impoluta. Presidenta séria para um país sério. Nós, o Brasil do terceiro milênio, quanto orgulho de cantar o hino em Teresina e chorar de emoção. Momento dramático, explica o locutor.</p>
<p>Qual não será o anticlímax patriótico quando se concluir que, em vez de país do futuro, o Brasil está virando o país do passado. Se o futuro estava contido no horizonte de seu progresso, então não era futuro, mas imitação. Como papagaios tropicais, imita-se a trajetória dos Estados Unidos, da Europa Ocidental, do Primeiro Mundo. Descoloniza-se para virar metrópole e reproduzir os mesmos preconceitos, ignorâncias e assimetrias. Derramar sobre o Brasil do futuro uma imensidão de pastos inférteis, plantações de soja, estradas, hidrelétricas e parques de processamento de minério. Explorar tudo o que o país oferece para gerar riqueza e distribuí-la aos brasileiros. Transformar a Amazônia em Iowa e subsumir o multiverso amazônico no paideuma estiolado do brasileiro. Estiolamento causado pela velha mídia, pelo emprego subordinado e que totaliza o tempo de vida, pelo shopping, pelas novas promessas de salvação divina ou terrena.</p>
<p>Mas a colonização nunca é um processo de fora pra dentro. Não vem de além-mar para expropriar a nossa riqueza natural. Oswald sabia muito bem que o colonizador sempre esteve dentro e precisava ser devorado. É o índio que devora o branco e se articula nas redes, é o branco que devora o índio pra lutar contra o branco, à moda do Bacharel da Cananéia. Afinal, quem coloniza a terra são suas próprias elites econômicas, aninhadas às elites globais. Assim foi a Terra Brasilis, dos sesmeiros aos banqueiros da Av. Paulista, dos barões do café ao agronegócio, dos empreendedores industriários à new economy, dos cavaleiros de Cristo aos senhores parlamentares, dos missionários jesuítas aos empresários pentecostais. Mas os escravos são os mesmos. São os índios, negros, colonos calabreses e japoneses, caboclos, sertanejos, favelados, rappers, funkeiros, poetas da rua, angolanos, bolivianos — e um comprido etcétera que nem podemos enxergar. Para os pobres, não faz diferença descolonizar para virar metrópole, porque a metrópole nunca esteve distante. Eles sabem que a fronteira entre colonizador e colonizada não é uma questão nacional; não caem no conto do vigário que os imperialistas nos dominam do outro lado do mar. Eles não são bobos anti-imperialistas e chamam o inimigo do próprio nome.</p>
<p>Ah, que interessante, Don Manuel, esses paninhos, comidas, espelhinhos, o consumo disso e daquilo… mas, <em>e aquela espingarda ali, quanto é</em>?</p>
<p>Então, futuro mesmo, só valorizando o que o Brasil já é. Mas um outro Brasil. Ou melhor, outros. Muitos outros. Os <em>brasis menores</em> do Xingu, onde se começou a organizar o movimento indígena, do Acre, da Roraima, da Raposa do Sol, da Amazônia inteira, os sertanejos e os caiçaras e muitos outros. Mas também os índios urbanos: os pobres nas periferias, favelas, ocupações, internets e quebradas, que inventam e reinventam modos muito ricos de viver e produzir. Essa riqueza multinatural pode brasileirizar o futuro. Isso que os Estados Unidos e a Europa nunca foram nem nunca serão. Os governos pretendem aplainar os muitos Brasis num único, o Brasil Maior, com a benção de emotivos patriotas. Ou seja, acabar com isso de índios, negros, caboclos, ribeirinhos, angolanos, bolivianos… Isso só serve como folclore e diversidade cultural, mas como cidadania não importa: <em>é tudo brasileiro e ponto</em>! Ou não é, e aí não pode ficar no território nacional. Ou se enquadra na identidade brasileira do Brasil Maior, ou é imigrante ilegal, é gringo <em>sans papiers</em>.</p>
<p>Pretendem proletarizar a todos, gerar empregos enquadrados para todos nessa colonização intensiva e extensiva, um lugar pata todos, incluir socialmente a todos. Brasil para Todos deixa de ser muitos Brasis, mas todos num único Brasil Maior. Isto é, inscrevê-los num espaço homogêneo que quantifica as formas de vida e nivela naturezas culturais na cidadania e direito estatal. Quantificar para medir impactos e compensações, custos e benefícios, danos e indenizações, riqueza e distribuição. O modelo de desenvolvimento reduz tudo, todas as desmedidas dessa imensa riqueza que é o único futuro real, à única perspectiva: do colonizador, da metrópole, da modernidade, do capitalismo.</p>
<p>Se existe um fio vermelho revolucionário na antropologia perspectivista de Eduardo Viveiros de Castro está nessa devoração que ele propõe do desenvolvimentismo. Não significa nenhuma nostalgia do bom selvagem, — algum paganismo preservacionista para que as minorias continuem protegidas em suas (inexistentes) identidades culturais ou habitats naturais. Está-se falando não só do direito de virar outra coisa que não o brasileiro, mas de reinventar o brasileiro como muitos. É preciso assumir as perspectivas muitas, — dos índios, negros, bolivianos, favelados etc etc — para reinventar toda a métrica, a cosmologia, a antropogênese.</p>
<p>Não é colocar a sociedade contra a economia, buscando tensionar o estado num sentido, numa histeria esquerdista que contorna o fato de sociedade, economia e estado funcionarem juntos. Nem investir numa ecologia da sustentabilidade, que no fundo não passa de uma nova segmentação do capitalismo, a dos produtos ecológicos, de alimentos orgânicos a festivais de rock. Trata-se, eu penso, de destruir, pelas mobilizações e tumultos, a própria base antropológica disso tudo. A começar pela percepção do colonizador de que a finalidade do homem é o trabalho e, do trabalho, a riqueza; enquanto esse homem é colonizado; o trabalho, alienado; e a riqueza, algo exterior e estranha ao próprio homem.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodecampo.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodecampo.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodecampo.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodecampo.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodecampo.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodecampo.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodecampo.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodecampo.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodecampo.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodecampo.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodecampo.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodecampo.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodecampo.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodecampo.wordpress.com/437/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=437&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Hobsbawm analisa os movimentos sociais de 2011</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 16:52:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diariodecampo</dc:creator>
				<category><![CDATA[politica]]></category>

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		<description><![CDATA[A classe média foi a grande protagonista e força motriz das revoltas populares e ocupações que marcaram o ano de 2011. Esta é a opinião de Eric Hobsbawm, um dos mais importantes historiadores em atividade. Em entrevista à BBC, o historiador marxista nascido no Egito, mas radicado na Grã-Bretanha, afirma ainda que a classe operária &#8230; <a href="http://diariodecampo.wordpress.com/2011/12/28/hobsbawm-analisa-os-movimentos-sociais-de-2011/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=433&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A classe média foi a grande protagonista e força motriz das revoltas populares e ocupações que marcaram o ano de 2011. Esta é a opinião de Eric Hobsbawm, um dos mais importantes historiadores em atividade.</p>
<p>Em entrevista à BBC, o historiador marxista nascido no Egito, mas radicado na Grã-Bretanha, afirma ainda que a classe operária e a esquerda tradicional &#8211; da qual ele ainda é um dos principais expoentes &#8211; estiveram à margem das grandes mobilizações populares que ocorreram ao longo deste ano.</p>
<p>&#8221;As mais eficazes mobilizações populares são aquelas que começam a partir da nova classe média modernizada e, particularmente, a partir de um enorme corpo estudantil. Elas são mais eficazes em países em que, demograficamente, jovens homens e mulheres constituem uma parcela da população maior do que a que constituem na Europa&#8221;, diz, em referência especial à Primavera Árabe, um movimento que despertou seu fascínio.</p>
<p>&#8221;Foi uma alegria imensa descobrir que, mais uma vez, é possível que pessoas possam ir às ruas e protestar, derrubar governos&#8221;, afirma Hobsbawm, cujo título do mais recente livro, <em>Como Mudar o Mundo</em>, reflete sua contínua paixão pela política e pelos ideais de transformação social que defendeu ao longo de toda a vida e que segue abraçando aos 94 anos de idade.</p>
<p>As ausências da esquerda tradicional e da classe operária nesses movimentos, segundo ele, se devem a fatores históricos inevitáveis.</p>
<p>&#8221;A esquerda tradicional foi moldada para uma sociedade que não existe mais ou que está saindo do mercado. Ela acreditava fortemente no trabalho operário em massa como o sendo o veículo do futuro. Mas nós fomos desindustrializados, portanto, isso não é mais possível&#8221;, diz Hobsbawm.</p>
<p>Hobsbawm comenta que as diversas ocupações realizadas em diferentes cidades do mundo ao longo de 2011 não são movimentos de massa no sentido clássico.</p>
<p>&#8221;As ocupações na maior parte dos casos não foram protestos de massa, não foram os 99% (como os líderes dos movimentos de ocupação se autodenominam), mas foram os famosos &#8216;exércitos postiços&#8217;, formados por estudantes e integrantes da contracultura. Por vezes, eles encontraram ecos na opinião pública. Em se tratando das ocupações anti-Wall Street e anticapitalistas foi claramente esse o caso.&#8221;</p>
<h2>À sombra das revoluções</h2>
<p>Hobsbawm passou sua vida à sombra &#8211; ou ao brilho &#8211; das revoluções.</p>
<p>Ele nasceu apenas meses após a revolução de 1917 e foi comunista por quase toda a sua vida adulta, bem como um autor e pensador influente e inovador.</p>
<p>Ele tem sido um historiador de revoluções e, por vezes, um entusiasta de mudanças revolucionárias.</p>
<p>O historiador enxerga semelhanças entre 2011 e 1848, o chamado &#8221;ano das revoluções&#8221;, na Europa, quando ocorreram uma série de insurreições na França, Alemanha, Itália e Áustria e quando foi publicado um livro crucial na formação de Hobsbawm, <em>O Manifesto Comunista</em>, de Marx e Engels.</p>
<p>Hobsbawm afirma que as insurreições que sacudiram o mundo árabe e que promoveram a derrubada dos regimes da Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen, &#8221;me lembram 1848, uma outra revolução que foi tida como sendo auto-impulsionada, que começou em um país (a França) e depois se espalhou pelo continente em um curto espaço de tempo&#8221;.</p>
<div>
<div><img src="http://wscdn.bbc.co.uk/worldservice/assets/images/2011/08/03/110803133639_primavera_304x171_ap_nocredit.jpg" alt="Manifestante egípcio exibe cartaz retratando o líder egípcio deposto, Hosni Mubarak, seu filho, Gamal, o líder deposto da Tunísia, Ali Abudalah Saleh, o líder deposto da Líbia, Muamar Khadafi e o presidente da Síria, Bashar al Assad, na Praça Tahrir (AP) " width="304" height="171" />Historiador diz que revoluções no mundo árabe tomaram rumo inesperado</p>
</div>
</div>
<p>Para aqueles que um dia saudaram a insurreição egípcia, mas que se preocupam com os rumos tomados pela revolução no país, Hobsbawm oferece algumas palavras de consolo.</p>
<p>&#8221;Dois anos depois de 1848, pareceu que alguma coisa havia falhado. No longo prazo, não falhou. Foi feito um número considerável de avanços progressistas. Por isso, foi um fracasso momentâneo, mas sucesso parcial de longo prazo &#8211; mas não mais em forma de revolução&#8221;.</p>
<p>Mas, com a possível exceção da Tunísia, o historiador não vê perspectivas de que os países árabes adotem democracias liberais ao estilo das europeias.</p>
<p>&#8221;Estamos em meio a uma revolução, mas não se trata da mesma revolução. O que as une é um sentimento comum de descontentamento e a existência de forças comuns mobilizáveis &#8211; uma classe média modernizadora, particularmente, uma classe média jovem e estudantil e, é claro, a tecnologia, que hoje em dia torna muito mais fácil organizar protestos.&#8221;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodecampo.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodecampo.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodecampo.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodecampo.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodecampo.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodecampo.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodecampo.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodecampo.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodecampo.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodecampo.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodecampo.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodecampo.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodecampo.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodecampo.wordpress.com/433/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=433&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Meu Foucault</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 02:55:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diariodecampo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antonio Negri]]></category>

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		<description><![CDATA[Em sua última edição do ano de 1978, a revista Aut Aut – a primeira na península a ter se interessado por Michel Foucault – publicou um artigo que eu, na realidade, havia escrito um ano antes, cujo título era “Sobre o Método da Crítica da Política”. Era um texto em que eu avaliava a influência que &#8230; <a href="http://diariodecampo.wordpress.com/2011/07/07/meu-foucault/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=429&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Em sua última edição do ano de 1978, a revista <em>Aut Aut</em> – a primeira na península a ter se interessado por Michel Foucault – publicou um artigo que eu, na realidade, havia escrito um ano antes, cujo título era “Sobre o Método da Crítica da Política”.</div>
<div>Era um texto em que eu avaliava a influência que os trabalhos de Foucault tinham tido até então – a última leitura foucaultiana até aquela data tinha sido a de <em>Vigiar e Punir</em>, traduzida na Itália em 1976 – sobre o pensamento da esquerda revolucionária italiana na qual eu militava naqueles anos.</div>
<p><a name="more" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=19146874"></a></p>
<div>Nessa época eu tinha começado a me debruçar sobre Marx, e em particular sobre os <em>Grundrisse</em>: entre 1977 e 1978, de fato, a convite de Althusser, eu tinha dado um curso sobre “Marx para Além de Marx”, na Escola Normal Superior [em Paris]. Se recordo esses elementos, é porque é importante chamar atenção para a coincidência entre minha leitura de Foucault e um período de meu trabalho em que procuro retomar e resumir uma longa experiência de “revisão” da leitura dos textos marxistas.</div>
<div>Essa revisão não é de maneira alguma uma recusa de Marx, como é frequentemente o caso no final dos anos 1970. Pelo contrário, ela se coloca sob o signo de uma adesão plena aos conceitos fundamentais da economia política, dentro de uma militância revolucionária.</div>
<div><strong>Aliança com a direita</strong></div>
<div>Por que, então, eu me interessei por Foucault? Porque, naqueles mesmos anos, o Partido Comunista Italiano (PCI) e os sindicatos, com os quais os “movimentos” de contestação social e política viviam um conflito intenso, estavam no processo de programar uma aliança com as forças da direita no terreno social e parlamentar – aquilo a que se deu o nome de “compromisso histórico”.</div>
<div>O PCI insistia na hipótese de que os proletários poderiam, daquele momento em diante, conquistar o poder soberano e que as forças da esquerda não poderiam desprezar essa série de compromissos difíceis, mas necessários. Em suma: a política era autônoma e indiferente</div>
<div>aos valores: apenas a força contava.</div>
<div>Para o PCI, como eu gostaria de mostrar aqui, o culto da soberania e a “razão de Estado” andavam de mãos dadas. Como se poderia fazer para desmistificar essa ideia tão bizarra, para os comunistas, de que o poder e a soberania correspondiam a lugares autônomos, que representavam instrumentos indiferentes – em suma, que compunham um verdadeiro plano transcendental? E que a luta não poderia</div>
<div>emergir senão a partir desse transcendental?</div>
<div>Nós, ao contrário, pensávamos que a materialidade do poder e da construção política era extremamente bem determinada, marcada pelas políticas neoliberais, e que essa condição era tudo menos indiferente.</div>
<div>Para resistir, era preciso, portanto, recusar: era preciso denunciar essa suposta indiferença do poder e afirmar um ponto de vista crítico e materialmente determinado. Era preciso negar a indiferença, porque cada um de nós representava uma diferença – determinada, real,</div>
<div>politicamente definida e incapaz de disfarçar-se de outra coisa senão ela mesma.</div>
<div>Com Foucault, podíamos dizer: “O ser humano não se caracteriza por certa relação com a verdade, mas ele a possui, como que pertencente a ele por direito próprio, ao mesmo tempo oferecida e oculta, uma verdade”.</div>
<div>Isso não era o bastante para transformar a recusa de um desastre político anunciado – o desastre das políticas da esquerda italiana – na construção de um novo horizonte de lutas. Era preciso reorganizar nossa análise e repensar nossa própria organização. Era necessário dar àquele momento de consciência uma potência de expansão e dotá-lo de um fundamento teórico inédito. E Foucault podia nos fornecer uma ajuda preciosa.</div>
<div>Desde o começo nos pareceu que Foucault se situava no interior de uma tradição “ontológica” do pensamento francês que não havia cedido</div>
<div>às seduções de uma filosofia da vida e da ação.</div>
<div>Meu artigo ressaltava, de um lado, a força da relação que se percebia entre ontologia e antropologia e, de outro, o fato de que a construção do objeto histórico sempre era extremamente realista – porque o objeto histórico nunca era subtraído de qualquer coisa que se teria dado fora do imediatismo da experiência.</div>
<div><strong>Horizonte de lutas</strong></div>
<div>Ao libertar-se do “esquematismo da Razão” kantiana ou da intencionalidade de Husserl, Foucault construía no interior de um horizonte concreto que era feito de lutas e estratégias.</div>
<div>Acontece que, para mim, na época, “o horizonte da estratégia, do conjunto das estratégias, corresponde ao entrecruzamento entre a vontade de conhecer e os dados concretos, entre a ruptura e o limite da ruptura. Toda estratégia é uma luta, toda síntese é um limite. Aqui há mais dialética do que na Dialética, há mais astúcia do que na Razão e há mais concretude do que na Ideia. O Poder é finalmente levado à rede dos atos que o constituem”.</div>
<div>E ainda:</div>
<div>“A realidade se apresenta, a todo instante, como cindida; a heteronomia dos fins pode ser afirmada, e aquilo que temos sob nossos olhos deve abandonar qualquer característica de unidimensionalidade. Porque o que muda é um ponto de vista sobre as coisas que modifica a pesquisa e confere a ela um frescor novo (…). As lutas são aquilo que reveste necessidades e pontos de vista, projeções e vontade, desejos e expectativas. A síntese não é delegada a nada nem a ninguém. A ciência se liberta daquilo que a comandava e se oferece à ação, à contingência concreta e à determinação prática.”</div>
<div>O que se passa, então, em torno dessa decisão? Alguma coisa que é ao mesmo tempo elementar e de uma dificuldade enorme. É preciso reconquistar a totalidade para negá-la, mas fazê-lo porque o poder não consegue compreender nele próprio a vida, o ponto de vista das singularidades, o dispositivo que o desejo organiza.</div>
<div>No final dos anos 1950, eu tinha trabalhado muito sobre o historicismo alemão e foi Dilthey quem chamou minha atenção em especial. Havia ali “épocas” nas quais o saber se organizava de maneira unitária, mas que sempre terminavam por ser rompidas, épocas na descontinuidade (…).</div>
<div><strong>Leitura modificada</strong></div>
<div>Foi onde o bloqueio aparentava ser mais forte, nas análises de <em>Vigiar e Punir</em>, que tudo acabou por se abrir. Os termos utilizados por Foucault para nomear a nova economia do poder – uma economia que caracterizávamos precisamente como “pan-óptico”, que se confundia a partir de então com a exploração da vida e com a exploração da força física dos indivíduos, com a gestão de seus corpos e o controle de suas necessidades, em suma: com a normalização daquilo que os homens são e fazem – iriam rapidamente se desdobrar.</div>
<div>Nossa leitura, assim, se veria totalmente modificada e relançada: era preciso pensar ao mesmo tempo nos biopoderes e na biopolítica. E, em lugar de pensar as duas noções como equivalentes e indistintas, considerá-las como diferentes. Foi por meio dessa imposição da diferença biopoderes/biopolítica que eu, na realidade, “ingeri” Foucault em minhas próprias análises.</div>
<div>O problema era o seguinte. Enquanto se mantinha a indistinção entre o biopoder e a biopolítica, a resistência à captação da vida e a sua gestão normativa não parecia ser possível: porque mais nenhuma exterioridade era garantida e porque nenhum contrapoder poderia ser, na melhor das hipóteses, senão a reprodução simétrica e inversa daquilo de que, justamente, procurávamos nos libertar.</div>
<div>É a partir disso que as leituras “liberais” de Foucault se sentiram “autorizadas” – ou seja, que elas desenvolveram a gestão normativa de um ser vivo organizado em populações, uma classificação dos indivíduos no interior de macrossistemas dessubjetivantes e homogêneos, um verdadeiro cálculo atuarial da vida (…).</div>
<div>Tudo isso é suficiente? Podemos falar de verdade sem falar também, imediatamente, de práxis, de resistência? Em 1977, minha resposta foi a seguinte: “(…) isso não basta. E isso tampouco bastava para Foucault, ao que parece. Em seu ‘Prefácio’ ao livro de B. Jackson, ele propõe, concretamente, uma leitura do mundo como espaço de circulação do comando, da exclusão e da violência e propõe uma imagem muito crítica do capital como prisão”.</div>
<div>“E, ao mesmo tempo, ele se surpreende e entusiasma com a realidade formidável da revolta, com a independência, a comunicação e a autovalorização que nascem no interior das próprias prisões. A ideia e a realidade do poder, da lei, da ordem, que atravessam as prisões e interligam as experiências mais terríveis nos relatos que os detentos fazem delas, começam aqui a vacilar; os acontecimentos, em seu caráter serial e regular, abrem-se para novas condições de possibilidade.”</div>
<div>“Não existe nisso nada de dialético: a dialética, em seu falso rigor, aprisiona a imaginação da possibilidade. A lógica analítica da separação, precisamente porque se concluiu, abre para uma estratégia da separação. A separação e a derrubada só se tornam reais na estratégia. O mundo da autovalorização passa a opor-se ao mundo da valorização do capital. A possibilidade se transforma aqui em potência. Essa ideia spinosiana da possibilidade entendida como potência força demais o pensamento de Foucault? Talvez. (…)”</div>
<div>“Essa ‘mobilidade’ metodológica que tanto nos seduz, que é tão adaptada à qualidade do trabalho intelectual que o capital determina hoje, e que é interna às modalidades e às finalidades revolucionárias atuais, apresenta um problema: pode ela basear-se em si mesma, ou ela precisa necessariamente se encarnar na determinação concreta do processo histórico, da força contra o poder, do proletário contra o capital?”</div>
<div>“Existe aqui a  abertura de um contexto problemático ao qual apenas o movimento real das coisas pode trazer uma resposta. E o movimento real deve agradecer a Foucault por ter ao menos formulado esse conjunto de questões.”</div>
<div><strong>Soberania</strong></div>
<div>No final de 1983, cheguei à França após um longo período de encarceramento na Itália. E foi mais ou menos no momento da morte de Foucault que retomei o contato com Gilles Deleuze, com o qual conversei muito longamente sobre ele. Era preciso conseguir passar por cima das resistências que alguns dos amigos e colaboradores de Deleuze tinham com relação a Foucault.</div>
<div>Quanto a nós, que procurávamos entender o quadro do conjunto dessa formidável superação da tradição filosófica francesa que se dava no próprio interior de suas linhas, teríamos que aguardar a publicação, anos mais tarde, dos cursos de Foucault no Collège de France.</div>
<div>Apesar de tudo, já tínhamos compreendido na época que, se o século 20 tinha se tornado deleuziano, o século 21 sem dúvida seria foucaultiano. Algumas pessoas, contudo, fizeram muitos esforços para tentar barrar o caminho à conversão definitiva das análises foucaultianas – a produção da subjetividade – mais além dos biopoderes, por meio da biopolítica.</div>
<div>Eu me recordo, no início dos anos 1990, em um seminário que eu estava fazendo no Collège International de Philosophie, de um embate muito duro entre François Ewald e Pierre Macherey.</div>
<div>A polêmica girava em torno do individualismo, das diferentes determinações da liberdade e do senso de estética em Foucault, mas ambos não enxergavam que, na realidade, é a singularidade que Foucault opunha ao individualismo; que era preciso procurar na ética uma liberdade que não era apenas a liberdade do espírito, mas a dos corpos; e que sua ontologia era produtiva.</div>
<div>Eles não compreendiam realmente que a soberania em cujo interior os biopoderes (sejam liberais ou socialistas) têm suas raízes não é a única trama sobre a qual a ontologia pode ser construída ou medida. Porque, em Foucault, a soberania era, pelo contrário, incluída, ou seja, analisada e desconstruída no interior da biopolítica com base na relação entre as diferentes produções da subjetividade.</div>
<div><strong>Sujeitos livres</strong></div>
<div>Eis então o que Foucault escreveu:</div>
<div>“Quando definimos o exercício do poder como um modo de ação sobre a ação dos outros, quando o caracterizamos pelo ‘governo’ dos homens uns pelos outros – no sentido mais extenso dessa palavra –, incluímos nele um elemento importante: o da liberdade. O poder não se exerce senão sobre ‘sujeitos livres’, e, na medida em que são ‘livres’ – entendamos por isso sujeitos individuais ou coletivos que têm diante de si um campo de possibilidade ou diversas condutas –, diversas reações e diversos modos de comportamento podem ocorrer.”</div>
<div>“Onde as determinações são saturadas, não há relação de poder: a escravidão não é uma relação de poder quando o homem está acorrentado (trata-se então de uma relação física de coação), mas justamente quando ele pode se deslocar e, no limite, escapar. Não há, portanto, um enfrentamento entre o poder e a liberdade, tendo entre eles uma relação de exclusão (…). A relação de poder e a insubmissão da liberdade não podem, portanto, ser separadas. O problema central do poder não é o da ‘servidão voluntária’ (como poderíamos desejar ser escravos?): no cerne da relação de poder, ‘provocando-a’ sem parar, está a renitência do querer e a intransitividade da liberdade”.</div>
<div>Esse texto é de 1980. A partir daí, tudo que Foucault iria desenvolver se situaria dentro dessa perspectiva. Tratar-se-á de fato, creio, de aprofundar sem parar o caráter materialista da análise das determinações históricas, do conteúdo da episteme na passagem da “arqueologia” para a “genealogia”, mas também de aprofundar essa ideia da potência da “produção de subjetividade” – desde a resistência até as rebeliões, ou à expressão e à crítica da democracia política.</div>
<div>Este texto é parte de artigo publicado no <em>Cahiers de </em><em>L’Herne (Foucault)</em>. Copyright  Éditions de L´Herne, 2011</div>
<div><strong>Antonio Negri</strong> é um filósofo político italiano, tradutor de Hegel e especialista em Descartes, Kant, Espinosa, Leopardi, Marx e Dilthey. Em 1979, foi preso sob alegações de envolvimento com a organização terrorista comunista Brigadas Vermelhas, responsável pelo homicídio do líder da Democracia Cristã Italiana, Aldo Moro. Após cumprir quatro anos e meio em prisão preventiva e provar sua inocência na maioria das acusações, exilou-se na França, voltando voluntariamente à Itália em 1997 para cumprir mais seis anos e meio de detenção. Autor de diversos livros, Negri ganhou notoriedade com as obras <em>Império e Multidão</em>, lançadas no Brasil pela editora Record e escritas em coautoria com o norte-americano Michael Hardt, seu ex-aluno.</div>
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		<item>
		<title>Crítica da economia política dos afetos</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 02:50:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diariodecampo</dc:creator>
				<category><![CDATA[politica]]></category>

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		<description><![CDATA[Afetos são ativos quando compõem relações produtivas. O bom encontro aumenta a alegria de viver, e potencializa o relacionamento das pessoas. Mas são passivos se as decompõem, e causam impotência e tristeza. É o encontro ruim, quando o santo não bate. A vida confronta-se com o acaso numa sucessão caótica de bons e maus encontros. &#8230; <a href="http://diariodecampo.wordpress.com/2011/07/07/critica-da-economia-politica-dos-afetos/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=426&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Afetos são ativos quando compõem relações produtivas. O <em>bom encontro</em> aumenta a alegria de viver, e potencializa o relacionamento das pessoas. Mas são passivos se as decompõem, e causam impotência e tristeza. É o <em>encontro ruim</em>, quando o santo não bate. A vida confronta-se com o acaso numa sucessão caótica de bons e maus encontros.</p>
<p>Organizar e produzir coletivamente dependem da arte dos bons encontros: constante incremento da potência de todos. Daí a política consistir também na organização afetiva da produção. Uma organização tanto melhor e mais democrática quanto mais proliferar, justapor e entrelaçar os desejos — contra toda paranóia unitária e totalizante, logo moral.</p>
<p>Os afetos têm valor. Esse valor das relações, contudo, não tem medida. A todo momento, esse valor escapa das tentativas de fixá-lo numa identidade, de embalá-lo e por-lhe preço. Nem tudo tem seu preço. O relacionamento entre as pessoas, com efeito, <em>não tem preço</em>. O que pode um corpo? relacionar-se <em>ao infinito</em>, em todas as direções, na procura esfaimada por bons encontros. Existe um certo <em>modo de sentir</em> —- de agir, de querer, de olhar, de perceber as coisas, — que corresponde a esse amor desmedido e bárbaro.</p>
<p>Só que, por possuírem valor, os afetos sistematicamente têm sido explorados. Expropriados do <em>comum das relações</em>. Eis vários exemplos, interdependentes:<em> </em></p>
<p><em>1) </em>A esfera do sagrado, — mãe de todas as expropriações, — separa a produção simbólica da circulação livre e ritualiza o seu uso. O objeto sacro não se encontra disponível para todos — a sua dimensão afetiva foi <em>sacralizada</em>. Isto hoje se chama <em>propriedade</em>. Noutras palavras, a errônea percepção de que é preciso <em>ter algo para si</em> para se vivenciar esse algo e ao redor dele travar relações. <em></em></p>
<p><em>2)</em> As inúmeras formas históricas de tirania ou ditadura funcionam pela indução dos afetos passivos. Com isso, o tirano consegue organizar as paixões tristes, — o medo, a esperança, a paranóia — e governa os súditos. Não por acaso, a revolução se dá justamente quando o medo muda de lado e as pessoas param de <em>esperar</em>, e lutam. Agem porque desejam.</p>
<p><em>3) </em>O fascismo se constitui como máquina de manipulação dos afetos. Martela o ressentimento e mobiliza as suas <em>massas </em>de manobra, a serviço de uma lógica excludente.</p>
<p>O capitalismo não sobreviveria sem explorar afetos. Toda a publicidade se constrói ao redor dos afetos: dos sentires, dos desejos, dos prazeres. Vendem-se a autoestima, a felicidade, a satisfação, — uma realização permanente e extasiante. Esse modo de produção reconhece a importância vital do relacionar-se bem, da adaptabilidade social, das habilidades comunicativas, da sensibilidade social (<em>starts with you)</em>. É a dita “inteligência emocional”, o <em>global care</em>, o <em>networking </em>de que tanto fala a nova economia.</p>
<p>Em suma, o capitalismo taxa os encontros, comercializa as relações e espetaculariza a esfera comum — tudo isso para extrair lucro a partir dos muitos e em benefício de poucos.</p>
<p><strong>*******</strong></p>
<p>Por Bruno Cava</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodecampo.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodecampo.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodecampo.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodecampo.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodecampo.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodecampo.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodecampo.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodecampo.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodecampo.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodecampo.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodecampo.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodecampo.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodecampo.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodecampo.wordpress.com/426/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=426&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O #protestoemVitoria e a política do comum</title>
		<link>http://diariodecampo.wordpress.com/2011/06/05/o-protestoemvitoria-e-a-politica-do-comum/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 18:22:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diariodecampo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antonio Negri]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[serviço social]]></category>

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		<description><![CDATA[É na reivindicação que se encontra a origem do verdadeiro pacifismo” (Antonio Negri). . “Um partido já não vive de sua representação, mas de sua capacidade de ser movimento” (Antonio Negri) Durante o mês de maio, nos muros da cidade de Vitória/ES, podia-se ler: “Dia 02/06 a cidade vai parar”. Era um teaser. Igual a &#8230; <a href="http://diariodecampo.wordpress.com/2011/06/05/o-protestoemvitoria-e-a-politica-do-comum/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=423&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>É na reivindicação que se encontra a origem do verdadeiro pacifismo” (Antonio Negri).</em></p>
<p><em>.<br />
</em></p>
<p><em>“Um partido já não vive de sua representação, mas de sua capacidade de ser movimento” (Antonio Negri)<br />
</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p>Durante o mês de maio, nos muros da cidade de Vitória/ES, podia-se ler: <em>“Dia 02/06 a cidade vai parar”</em>. Era um teaser. Igual a esses que os publicitários preguiçosos gostam de fazer, do tipo: “O  shopping preparou uma novidade para você”.  Contudo,o teaser de maio tinha assim um tom mais de ameaça. mas ninguém se importou muito com ele. Até que às 8h da manhã, da última quinta-feira, Vitorinha realmente parou. Deu tela azul. Travou. Um grupo de manifestantes radicais fez uma barricada de pneus queimados, numa avenida que corta o Centro da Cidade.</p>
<p>A cena era dura ao poder, pois que a manifestação estava em frente à escadaria da sede do governo estadual. Como nômades, não se sabia quem eram aqueles “estudantes” que não deixavam nada passar. Só se sabia que protestavam a favor do passe livre e pela redução da tarifa de ônibus. Até às 13h, não se tinha acordo para dar fim ao protesto. E o trânsito, no lado Sul da ilha, continuava do mesmo jeito: imóvel. Daí, o governo decidiu agir: mobilizou o Batalhão de Missões Especiais da Polícia Militar, que, à base de bombas, tiros de bala de borracha e cacetetes dispersaram, em segundos, os manifestantes. O evento foi acompanhado ao vivo, pela TV Record, através de um seus programas locais mais populares. Numa acepção estatalista, estaria agora tudo resolvido. Trânsito livre. A força do Estado serve para manter a ordem e a paz perpétua.</p>
<p>Mas, ao contrário, a “Batalha do Anchieta” estava apenas começando. 30 minutos após a ação policial, surgia no Facebook e no Twitter uma convocação para às 15h, em frente à Universidade Federal do Espírito Santo. Objetivo: protestar contra o uso desmedido da violência pelo governo estadual. Agora entrava em cena não mais os “radicais”, mas aquele fenômeno típico: “tamujuntomisturado”. O Batalhão foi novamente acionado. O tratamento foi ainda pior. As imagens dos policiais jogando bomba de efeito moral DENTRO da Universidade e de prisões arbitrárias geraram efeito inverso para o “governo de esquerda” do ES. Uma enxurrada de fotos, vídeos e testemunhos ao vivo do acontecimento se alastrava na internet. Mas, desta vez, a comunicação possuía um “corpo social”. Saía de cena o exibicionismo típico das redes sociais para a inflação de visibilidade da política que só a rede hoje é capaz de criar. Saía de cena o marketing pessoal dos profiles, com sua chatice de videozinho pra cá e devaneios psicologizantes pra lá, e entrava na casa da gente todo tipo de revolta compartilhada.</p>
<p>Mesmo reprimidos, os estudantes novamente se organizaram. E marcharam rumo a 3a Ponte (liga o município de Vitória a Velha, cobrando alto pedágio dos cidadãos para isso).Lá o confronto foi pior. E os registro que chegavam eram de assustar pela violência policial, enquanto os estudantes, pacificamente, se manifestavam. Em troca, o revide, na rede, foi a manutenção de um exército de ciberativistas que mantinha a tag #protestoemVitoria como o assunto mais tuitado no Brasil. Em poucas horas, a tag entrou para o clube seleto dos Trending Topic Wordwide. Chegava no mundo inteiro.</p>
<p>Na mesma noite, um novo protesto estava sendo convocado em rede para o dia 03. No final da tarde de sexta-feira, estacionamento do Teatro da Ufes estava abarrotado de gente. Agora o movimento contava com o apoio de professores e funcionários da Ufes, e de diversos movimentos sociais da capital. Enquanto isso um excessivo contingente de policial cercava toda a cidade, com sua cavalaria, viaturas, caminhões e muito munição de bala de borracha. Tudo registrado por anônimos, que, dos seus celulares, publicavam fotos e vídeos dos locais por onde os estudantes passariam, mandando alertas para os manifestantes. A passeata contabiliza cerca de 5 mil pessoas. Daí a relação de força virou. A policial foi retirada das ruas. E todo protesto ocorreu pacificamente na praça do pedágio da Terceira Ponte, onde foram liberadas as cancelas para o trânsito fluir livremente. Os rumos desse movimento político é indeterminado.</p>
<p>..</p>
<p><strong>O #protestoemVitória e o político</strong></p>
<p>O #protestoemVitoria possui uma composição social nova. É formado, de um lado, majoritariamente por uma juventude crítica da nova e velha classe média, agora conectada em redes sociais; e, de outro, por uma classe de trabalhadores precarizados e submetidos à economia imaterial (essa em que atender bem o consumidor, gerar informação e colocar a alma no trabalho é fundamental). Desde há algum tempo, essa turma engrossa a tese de que o sistema político brasileiro está apodrecido. E que o desenvolvimento do país é limitado pela corrupção generalizada; pela transformação dos partidos em “caciquismo”; pela política clientelista de cargo e trocas de favores, amplamente internalizada na máquina de todos os partidos que administram o Estado; pelo marketing político que oblitera a franqueza, dando visualidade ao político desqualificado; ou mesmo pela impotente atuação dos setores mais reacionários da sociedade, com seus discursos e palavras de ordem do século XIX (“livre mercado pra tudo” ou “estado stanilista  para todos”). Enfim, há a cada dia que passa um acúmulo de indignação por esse distanciamento da representação a fonte da própria democracia, a multidão. E isso, diariamente, a gente percebe nas redes sociais, tornadas o veículo catártico dessa multidão.</p>
<p>Num mundo em que a circulação é a condição da própria produtividade social, cujo valor se mede na quantidade de trabalho imaterial inscrita nas mercadorias, não é difícil prever que o “direito de ir e vir” se torna um dos campos de maior ocupação pelas novas lutas sociais (queremos um aeroporto novo ou queremos passe livre, bradamos!). E, é dentro desse desejo de circulação livre (ou pela cidade, ou tendo acesso à internet), que muitos movimentos brotam. E com uma particularidade que assusta a ortodoxia liberal ou a marxista: <em>como pode um movimento ser feito sem partidos e sindicatos? </em></p>
<p>Em grande parte, essa possibilidade deriva da própria incompreensão que esses atores possuem sobre o próprio momento histórico. Hoje o “horário depois do expediente” explica mais o trabalho do que o relógio dentro da fábrica. Esse tempo da reprodução é que demonstra que não há diferença no trabalho de um mestre de obras para o executivo da construção civil. De ambos é exigido o tempo inteiro a conexão pelo telefone celular, de ambos é exigido o tempo inteiro formação continuada, de ambos é exigido o tempo inteiro capacidade de comunicação, criação, trabalho em grupo, empreendedorismo, networking, fidelização de cliente, atendimento e técnicas de negociação, enfim, toda sorte de competências que são adquiridas mais na cidade do que no escritório. E, na prática, a diferença salarial entre eles se calculará pela herança escravagista que cada qual possui mas, sobretudo, pelo grau de acesso à comunicação social e aos serviços públicos que ambos estão imersos. É por isso que no #protestoemvitoria tem menino do Colégio Darwin e menino do Colégio Estadual juntos. Tem juntos Sol na Garganta do Futuro e MC Roleta. Porque ambos querem banda larga, ambos querem passe livre. Não para vadiar, mas para produzir.</p>
<p>Nesse sentido, é a “assistência social” o próprio núcleo duro por onde passa a velha relação capital/trabalho hoje. Assistência social, como sinônimo de uma política que dê acesso aos bens comuns para autovalorizar o trabalho (e com isso este ganhar autonomia perante a qualquer empregador). É a política social a dimensão mais importante de qualquer desenvolvimento econômico. Lula, quer queiramos ou não, comprovou isso. É só checar as novas demandas sociais: universalização da banda larga; passe livre como vetor de desenvolvimento da juventude, políticas de geração de trabalho e renda; criação de redes de produção cultural independente; telefone e luz para todos; acesso generalizado à graduação e à pós-graduação públicos (hoje os valores das faculdades privadas são exorbitantes); liberalização das drogas como combate à violência urbana; fortes políticas de desenvolvimento que articule saber local, alta tecnologia e sustentabilidade ambiental; fim dos pedágios e das cobranças pela livre circulação na cidade etc.</p>
<p>Vejam: o trabalho hoje demanda uma nova política democrática, que ultrapasse à ideologia da “exclusão dos excluídos”, e que note que a “exclusão” é barreira sistêmica para o novo capitalismo funcionar. Quanto mais excluídos, menor é o valor. É por isso que a população toda tem celular, mas não tem dinheiro pra pagar. É o modelo de inclusão que é o objeto de conflito. Caiam na Real!!!! Quando a política hierarquiza trabalhador em “pré-pago” e “pós-pago”, a democracia se fragiliza. E o protesto brota. Porque não adianta ter Petrobrás no Espírito Santo, se a maior parte dos “empregos inteligentes” ficará fora do Estado, reproduzindo a hierarquia de desenvolvimento nada sustentável.</p>
<p>Portanto, o #protestoemvitoria é um sintoma de que o sistema político, no lugar de incorporar, se fecha às novas demandas sociais. E mesmo quando quer incorporá-la, vê-se limitado pela própria matriz partidária que possui: na ponta esquerda, com o seu “incluir os excluídos”; ou, na ponta direita, com seu “trabalhar para pagar”. A luta contra a pobreza será em vão se ela não abarcar essas novas demandas sociais, tornando mais sólidas e autônomas as políticas de inclusão.É preciso agora produzir uma política para os “incluídos excluídos” e para os “excluídos excluídos”. Tudojuntomisturado.</p>
<p>Via: http://fabiomalini.com/</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodecampo.wordpress.com/423/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodecampo.wordpress.com/423/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodecampo.wordpress.com/423/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodecampo.wordpress.com/423/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodecampo.wordpress.com/423/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodecampo.wordpress.com/423/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodecampo.wordpress.com/423/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodecampo.wordpress.com/423/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodecampo.wordpress.com/423/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodecampo.wordpress.com/423/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodecampo.wordpress.com/423/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodecampo.wordpress.com/423/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodecampo.wordpress.com/423/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodecampo.wordpress.com/423/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=423&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>E a vida segue&#8230;.</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 18:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diariodecampo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Gente, oi de novo! Estive afastada pelos mesmos motivos que seguem todas as mães, mulheres e trabalhadoras do mundo inteiro: troquei de emprego, tive outro filho e a vida se modificou. Por isso, a minha temporada longe do blog se estendeu, mas agora vai, aos poucos, ser retomada. Agora, mãe de dois meninos e professora &#8230; <a href="http://diariodecampo.wordpress.com/2011/06/05/e-a-vida-segue/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=420&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gente, oi de novo!</p>
<p>Estive afastada pelos mesmos motivos que seguem todas as mães, mulheres e trabalhadoras do mundo inteiro: troquei de emprego, tive outro filho e a vida se modificou. Por isso, a minha temporada longe do blog se estendeu, mas agora vai, aos poucos, ser retomada.</p>
<p>Agora, mãe de dois meninos e professora de um mestrado, fico com maiores responsabilidades. Mas aqui será um espaço de mais conversas, interfaces de pensamento. Porque a vida segue.</p>
<p>Obrigada pelas mensagens de vocês e a leitura do texto que escrevi neste período para a revista Serviço Social &amp; Sociedade, intitulado: Para além de plantões e encaminhamentos (n 103). Agora, respirar fundo e vamos lá!!!!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodecampo.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodecampo.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodecampo.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodecampo.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodecampo.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodecampo.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodecampo.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodecampo.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodecampo.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodecampo.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodecampo.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodecampo.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodecampo.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodecampo.wordpress.com/420/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=420&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dilma é garantia do processo democrático</title>
		<link>http://diariodecampo.wordpress.com/2010/10/17/dilma-e-garantia-do-processo-democratico/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Oct 2010 17:10:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diariodecampo</dc:creator>
				<category><![CDATA[politica]]></category>

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		<description><![CDATA[O medíocre desempenho eleitoral de José Serra nesse primeiro turno é consequência do esgotamento do discurso tecnocrático que, durante a breve hegemonia da macroeconomia neoliberal, tinha funestamente reanimado os mornos interesses das elites brasileiras. Por trás da hipocrisia deslavada (até com a demonização dos direitos das mulheres), só resta a linguagem insensata do fundamentalismo economicista: &#8230; <a href="http://diariodecampo.wordpress.com/2010/10/17/dilma-e-garantia-do-processo-democratico/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=418&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O medíocre desempenho eleitoral de José Serra nesse primeiro turno é  consequência do esgotamento  do discurso tecnocrático que, durante a  breve hegemonia da macroeconomia neoliberal, tinha funestamente  reanimado os mornos  interesses das elites brasileiras.</p>
<p>Por trás da hipocrisia deslavada  (até com a demonização dos direitos  das mulheres), só resta a linguagem  insensata do fundamentalismo  economicista: o Brasil é um  “custo” a ser “cortado”. É a apologia dos  meios (cortes dos custos)  contra os fins (todos os brasileiros).</p>
<p>A vitória parcial, mas expressiva,  de Dilma Rousseff contém muitos  dos  elementos inovadores desses  oito anos de governo Lula: distribuição de  renda, políticas culturais,  democratização do ensino superior,  formidável criação de empregos  formais, demarcação das reservas  indígenas e, enfim, uma política  externa autônoma.</p>
<p>Contudo, na campanha do PT há  também acentos do velho adágio:  os fins  justificam os meios. O crescimento (os meios) não precisa ser  pensado,  pois é justificado pelo fim  (o desenvolvimento): uma siderúrgica se  justifica por si.<br />
A candidatura de Marina Silva  foi o fato novo quando ela teve a coragem  de dizer que os fins e os  meios devem estar juntos. Cultura   (desenvolvimento) e natureza não  devem se opor, mas qualificar-se   reciprocamente, na hibridização  que eles são: natureza artificial e  artifício natural!</p>
<p>Mas o modo como a “onda verde” juntou os jovens urbanos libertários aos   piores fundamentalismos foi dramaticamente paradoxal: os meios e os  fins  acabaram se  opondo entre si, de maneira insustentável.</p>
<p>O segundo turno desenha uma  nítida alternativa. Por um lado,  uma  “coalizão dos meios” se apresenta como novo fundamentalismo  abertamente  reacionário. Seu regime discursivo é aquele do medo.</p>
<p>Não se sabe o preço social que todos pagaremos pelo leilão de paixões  tristes (machismo, sexismo,  racismo) atiçado pelos que nada  têm a  propor, a não ser uma virada  protofascista.</p>
<p>Pelo outro lado, a “coalizão dos  fins” pode se juntar aos meios e tornar-se sustentável diante dos novos  desafios.<br />
Se o capitalismo global inclui  (explora) os pobres enquanto pobres  fragmentos heterogêneos em  competição no mercado, os pobres  se  organizam cada vez mais enquanto diferenças: favelados, negros,  mestiços, mulheres, indígenas, quilombolas, gays, lésbicas,  sem terra.</p>
<p>É aqui, nos pobres, que desenvolvimento e natureza estão juntos  e o  voto ecologista mantém sua potência. Para não ser capturada, a  novidade  da candidatura Marina  deve apostar na democrática hibridização do  social (“cultura”) e da  natureza (meio ambiente), ou seja,  na junção  da resistência contra a  volta da “peste neoliberal” com as  políticas  dos pobres.</p>
<p>É só no governo de Dilma que poderemos continuar lutando para   transformar a quantidade (o crescimento) em qualidade (um outro tipo de  desenvolvimento).  A sustentabilidade é aquela da  mestiçagem das ondas  vermelha e  verde, para além de e contra os  fundamentalismos.</p>
<p>Giuseppe Cocco</p>
<p>http://www.blogdaglobal.org/</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodecampo.wordpress.com/418/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodecampo.wordpress.com/418/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodecampo.wordpress.com/418/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodecampo.wordpress.com/418/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodecampo.wordpress.com/418/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodecampo.wordpress.com/418/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodecampo.wordpress.com/418/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodecampo.wordpress.com/418/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodecampo.wordpress.com/418/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodecampo.wordpress.com/418/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodecampo.wordpress.com/418/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodecampo.wordpress.com/418/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodecampo.wordpress.com/418/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodecampo.wordpress.com/418/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=418&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>CNS contesta lei que reduz a 30 horas a jornada semanal de assistentes sociais</title>
		<link>http://diariodecampo.wordpress.com/2010/10/08/cns-contesta-lei-que-reduz-a-30-horas-a-jornada-semanal-de-assistentes-sociais/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 Oct 2010 00:12:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diariodecampo</dc:creator>
				<category><![CDATA[serviço social]]></category>

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		<description><![CDATA[A Confederação Nacional de Saúde (CNS), entidade que representa, em caráter nacional, a categoria econômica das empresas de prestação de serviços de saúde, contesta, na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4468, ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF), os artigos 1º e 2º da Lei Federal nº 12.317/2010. Essa norma acrescentou o artigo 5-A à Lei &#8230; <a href="http://diariodecampo.wordpress.com/2010/10/08/cns-contesta-lei-que-reduz-a-30-horas-a-jornada-semanal-de-assistentes-sociais/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=414&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Confederação Nacional de Saúde (CNS), entidade que representa, em  caráter nacional, a categoria econômica das empresas de prestação de  serviços de saúde, contesta, na Ação Direta de Inconstitucionalidade  (ADI) 4468, ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF), os artigos 1º e  2º da Lei Federal nº 12.317/2010. Essa norma acrescentou o artigo 5-A à  Lei Federal nº 8.662/93. As alterações promovidas reduziram a jornada de  trabalho dos assistentes sociais de 44 para 30 horas semanais e aplicam  a medida também aos contratos já vigentes, ao mesmo tempo em que vedam a  redução dos salários desses profissionais.</p>
<p>Na ação, a CNS pede, no mérito, a declaração de inconstitucionalidade  da lei. Pede, também, a suspensão, em caráter liminar, dos dispositivos  impugnados, por considerá-los “incompatíveis com a sistemática  constitucional dos direitos sociais e econômicos, fatores institucionais  constitutivos da democracia brasileira e do modelo de estado adotado  pela Constituição Republicana vigente”.</p>
<p>Isto porque, segundo a entidade patronal, “estas normas impedem as  negociações sindicais entre empregados e empregadores sobre duração de  trabalho dos assistentes sociais e o piso salarial do grupo  profissional, considerando o equilíbrio econômico do setor de saúde  brasileiro”.</p>
<p>Assim, sustenta a CNS, violam o disposto no artigo 8º, incisos III e  VI, da Constituição Federal (CF), que dispõem, respectivamente: “Ao  sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou  individuais da categoria, inclusive em questões judiciais e  administrativas (inciso III) ” e, ainda: “É obrigatória a participação  dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho (inciso VI)”.</p>
<p><strong>Jurisprudência trabalhista</strong></p>
<p>A Confederação observa que a jurisprudência trabalhista “assenta que a  redução da jornada de trabalho e a redução salarial necessitam de  negociação coletiva, com a indispensável intervenção da entidade  sindical que, após a promulgação da Constituição Federal (CF) de 1988,  se tornou obrigatória”.  Nesse sentido, cita acórdão do Tribunal  Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-9), no Recurso Ordinário nº  10.919/92.</p>
<p>Esse entendimento, segundo a entidade patronal, “é também confirmado  pela ratificação das Convenções nº 87 e 98 da Organização Internacional  do Trabalho (OIT)”. “A sistematização dos artigos 4º da Convenção nº  98-OIT com os artigos 3º e 8º, todos da Convenção nº 87-OIT, preconizam a  autonomia sindical, estabelecendo a negociação entre empregadores e  empregados como instrumento adequado ao desenvolvimento da relação de  trabalho”, afirma.</p>
<p><strong>Exemplo francês</strong></p>
<p>A CNS recorda que a França, país mais desenvolvido que o Brasil que  adotou a jornada de 35 horas, “enfrenta sérias dificuldades em seu  processo produtivo por causa das consequências oriundas da lei que a  estabeleceu”. E a lei brasileira, lamenta, “ainda estabeleceu duração de  trabalho inferior ao patamar francês.”</p>
<p>“Como consequência, este fato contribuirá para o fomento do processo  inflacionário, na medida em que as empresas do setor de saúde não  possuem estrutura econômica para suportar os custos advindos desta  medida eleitoreira, as quais serão obrigadas a repassá-las para o  consumidor final”, afirma a entidade.</p>
<p>“De igual modo, a medida guerreada certamente contribuirá para a  falência das empresas do segmento hospitalar, que não conseguirem se  enquadrar na sistemática do repasse de preços, gerando, por via reflexa,  o aumento do custo do serviço de saúde e o desemprego”, acrescenta.</p>
<p><strong>Estresse</strong></p>
<p>A CNS lembra que, durante os debates sobre o projeto de lei  contestado, falou-se na necessidade de redução da jornada de trabalho em  virtude do estresse a que são submetidos os assistentes sociais.  Entretanto, segundo a entidade, “inexistiu estudo científico que  respaldasse o trabalho legislativo”.</p>
<p>“O trabalho prestado pelo assistente social não é mais estressante do  que o realizado por médicos, dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas,  nutricionistas e fonoaudiólogos, dentre todos os outros profissionais  vinculados ao setor de saúde”, sustenta.</p>
<p>“De igual modo, trabalhadores de outros segmentos sociais como  economistas, juízes, policiais, também não estão submetidos a pressões  psicológicas menores do que o grupo beneficiado com a lei em comento”,  observa. Por isso, segundo ela, “carecem de legitimidade os fundamentos  utilizados pelo legislador para a edição da Lei Federal nº  12.317/2010”.</p>
<p>A ADI está sob relatoria do ministro Celso de Mello.</p>
<p>Fonte: http://www.stf.jus.br/</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Pensando alto: E se Marina apoiar Serra?</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Oct 2010 20:53:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diariodecampo</dc:creator>
				<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[serviço social]]></category>

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		<description><![CDATA[Marina,&#8230; você se pintou? Maurício Abdalla [1] Marina, morena Marina, você se pintou diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o grito da Terra e o grito dos pobres , como diz Leonardo. Dizem que escolheu o partido errado. &#8230; <a href="http://diariodecampo.wordpress.com/2010/10/05/pensando-alto-e-se-marina-apoiar-serra/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=411&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Marina,&#8230; você se pintou?</strong></p>
<p><em>Maurício Abdalla </em><strong><em>[1]</em></strong></p>
<p>Marina, morena Marina, você se pintou diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o grito da Terra e o grito dos pobres , como diz Leonardo.</p>
<p>Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?</p>
<p>Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as famiglias que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão <em>dixit:</em> Serra deve ser eleito.</p>
<p>Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz . Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.</p>
<p>Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. Azul tucano . Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.</p>
<p>Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a vitória da Marina . Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.</p>
<p>Marina, você faça tudo, mas faça o favor : não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você tanto faz . Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele .</p>
<p>Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu .</p>
<hr size="1" />[1] Professor de filosofia da UFES, autor de Iara e a Arca da Filosofia (Mercuryo Jovem), dentre outros.</p>
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		<title>Moção de Repúdio aprovada pela Congregação da ESS/UFRJ</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Sep 2010 22:32:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diariodecampo</dc:creator>
				<category><![CDATA[politica]]></category>

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		<description><![CDATA[A *Congregação da Escola de Serviço Social* da UFRJ, instância máxima de deliberação da Unidade, vem a público manifestar seu mais *profundo repúdio à inaceitável invasão da Policia Civil* ocorrida no último *dia 13 de Setembro* nas dependências da ESS. Nesse dia, a ESS foi invadida por cerca de sete policiais civis armados em três &#8230; <a href="http://diariodecampo.wordpress.com/2010/09/20/mocao-de-repudio-aprovada-pela-congregacao-da-essufrj/">Continue a leitura <span class="meta-nav">&#187;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodecampo.wordpress.com&amp;blog=478155&amp;post=408&amp;subd=diariodecampo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A *Congregação da Escola de Serviço Social* da  UFRJ, instância máxima de deliberação da Unidade, vem a público  manifestar seu mais *profundo repúdio à inaceitável invasão da Policia  Civil* ocorrida no último *dia 13 de Setembro* nas dependências da ESS.</p>
<p>Nesse dia, a ESS foi invadida por cerca de sete policiais civis armados  em três viaturas, acompanhados  da Delegada Chefe da 155º. DP *sob a alegação de crime contra os  direitos autorais*. A batida policial fora motivada por uma denúncia do  chamado Disque-denúncia e não havia nenhum procedimento que justificasse  tal investida: não havia intimação em nome de qualquer pessoa e nem  tampouco se tratava de mandado policial. Entretanto, a Delegada se  reportou à Direção da ESS ameaçando arrombar a porta da Xerox e prender o  operador das máquinas copiadoras.</p>
<p>Ademais, insultaram e provocaram  funcionários da ESS, alunos e professores. Não fosse a atuação da  Direção e dos docentes presentes o desfecho poderia ser pior, uma vez  que conseguimos com muito custo convencer a Delegada da gravidade e das  consequencias que decorreriam da prisão do operador da Xerox,  trabalhador de mais de uma década na ESS, muito querido por todos e  recentemente homenageado pelos estudantes numa cerimônia de formatura.</p>
<p>Se tal prisão foi evitada, não  conseguimos evitar outro fato grave: a apreensão de TODO o material  (pastas, textos, documentos acadêmicos da unidade, livros) dos docentes  organizados na sala da Xerox. O resultado foi o seguinte: a ESS foi  invadida por policiais que não portavam, além das armas e da  truculência, nenhum procedimento formal que caracterizasse busca e  apreensão, configurando-se numa operação completamente irregular; os  docentes, discentes e funcionários foram ameaçados por diversas vezes;  todo o material didático foi apreendido; e o trabalhador da Xerox foi  levado para delegacia, interrogado e indiciado.</p>
<p>De uma só vez  foram violadas duas clausulas pétreas consagradas na Constituição  Federal brasileira: a Autonomia Universitária, garantida no artigo 207  que assegura a universidade a independência da criação e difusão do  conhecimento científico face a eventuais ingerências estatais e  interesses do mercado; e, sobretudo, a educação (o  conhecimento e a cultura) como um direito, normatizado pelo artigo 206  que afiança um ensino ministrado com base na liberdade de aprender,  ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber.</p>
<p>Em  nome de uma lei que supostamente defende os direitos autorais  interdita-se o essencial: o amplo acesso ao conhecimento e o próprio  direito à educação como bem público e inalienável, dever do Estado.</p>
<p>É público e notório o fato de que o acesso ao ensino superior não é  universal e alcança uma parcela ínfima da juventude brasileira que  potencialmente deveria ter seu ingresso assegurado nas instituições  públicas do sistema federal de ensino superior. Neste sistema mesmo,  apenas, cerca de 4% consegue ultrapassar o filtro dos processos  seletivos, comumente denominados de vestibular. No entanto, mesmo entre  aqueles que passam pelo funil meritocrático do vestibular, uma parcela  significativa dos estudantes, evidentemente que  aqueles oriundos das camadas mais populares da população trabalhadora,  vivencia enormes dificuldades de custear sua própria permanência na  universidade, o que envolve alimentação, transporte, moradia e material  didático.</p>
<p>No âmbito da universidade brasileira, e isso envolve  tanto as instituições públicas quanto as privadas, é comum e corriqueiro  a utilização de máquinas copiadoras para garantir o acesso dos  estudantes e professores à leitura. Sem entrar no mérito da lei (Lei no.  9610 de 19/02/1998), que, aliás, é evasiva quando diz que apenas  “pequenos trechos” podem ser reproduzidos (o que no mínimo levanta a  indagação do que se pode considerar por “pequenos trechos”).  Praticamente todas as instituições de ensino superior conseguem garantir  sua atividade fim – o ensino – por meio da disponibilização de  materiais didáticos a permissionários que utilizam-se do espaço da  universidade para reproduzirem  justamente os textos providenciados pelos docentes. Mais ainda:  praticamente todas as unidades acadêmicas das instituições de ensino  superior estabelecem esse procedimento como forma de viabilizar o  essencial: o acesso à leitura de estudantes e professores, o que torna a  prática um costume que atende a interesses coletivos que conflitam com a  referida lei dos direitos autorais.</p>
<p>A bem dizer, a defesa dos  direitos autorais é de interesse de todos nós, uma vez que somos – como  integrantes da universidade pública brasileira – aqueles que mais  produzimos ciência, pesquisa e conhecimento no Brasil, compondo um  percentual que gira em torno de 90% de toda a produção nacional. No  entanto, quem está a frente da defesa legalista dos direitos autorais  não são efetivamente os produtores do conhecimento (os autores) que,  vale lembrar, percebem ganhos que oscilam em torno de 7% sobre os  valores comerciais das obras estabelecidos pelas grandes  editoras. E são elas que efetivamente atuam, com o braço das polícias,  na defesa da lei. Em suma, a lei defende, prioritariamente os interesses  das maiores editoras do país e, em face dos interesses coletivos  maiores do acesso à cultura e ao conhecimento, demonstra seu caráter  ilegítimo. Ou seja, é legal, mas não é legitimo. Conflita-se, nesse  caso, o direito estabelecido e o que é justo. E, diante de tal  contradição, que se defenda a justiça.</p>
<p>É importante destacar  ainda que a política deliberada de batidas policiais e, portanto, de  criminalização das atividades de xerox pelos campi de todo o país tem  interesses mercantis vis. As próprias grandes editoras querem através da  Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), deter o  monopólio da comercialização das reproduções fotocopiadas. Criaram para  isso uma ferramenta na internet que permite as maiores editoras do país  explorar uma grande demanda do mercado:  a compra do livro fracionado, isto é, a compra apenas de capítulos de  livros. O aluno, seleciona pelo site o texto das editoras cadastradas  nos sistema e mediante pagamento o imprime nas lojas de xerox  autorizadas pela ABDR. Tal estratégia que eleva em 20% o preço cobrado  pelas copiadoras de xerox, já que inclui o repasse dos direitos  autorais, é fonte de lucro certo para as grandes editoras e se põe como  meio de reversão do prejuízo de milhões de reais estimados pela ABDR,  num contexto de crescimento estupendo de matrículas no ensino superior  brasileiro e de queda da venda de livros universitários.</p>
<p>Entendemos que a Universidade é o lugar do exercício pleno do  pensamento. Por isso, deve ser o espaço no qual circulam idéias que  quando são publicadas devem ser o mais amplamente acessadas, ou seja,  democratizadas. Desse modo, a Universidade deve em primeiro lugar  assegurar esse acesso a docentes e discentes. Deve também repudiar  veementemente todo tipo de incursão policial, incluindo as que querem  cercear a viabilização de sua atividade fim, o ensino, a pesquisa e a  extensão, que passa pela leitura de textos publicados que são  comercializados por preços impraticáveis para a maioria da comunidade  acadêmica.</p>
<p>Assim, mais uma vez repudiamos o atentado à autonomia  universitária consumado com a agressão que sofremos e exigimos das  instâncias superiores da UFRJ as providencias cabíveis, quais sejam:</p>
<p>1.<br />
a garantia do acesso à leitura de textos publicados, seja por<br />
meio da ampliação do acervo de nossas bibliotecas, seja através<br />
de mecanismos que garantam à UFRJ meios de reprodução de textos<br />
que não infrinjam a referida lei, tal como fez a USP em<br />
resolução de 2005, na qual exerce sua autonomia e legisla em<br />
favor da comunidade acadêmica;<br />
2.<br />
a garantia de que a UFRJ não se curvará à invasão arbitrária de<br />
polícias estaduais, sob qualquer pretexto;<br />
3.<br />
a solicitação de todo o material didático apreendido<br />
irregularmente de nossos docentes, agora em poder da Polícia<br />
Civil do Rio de Janeiro;<br />
4.<br />
a solidariedade e a defesa do trabalhador Henrique Alves Papa<br />
que operava as fotocópias para a ESS</p>
<p>Rio de Janeiro, 16 de setembro de 2010<br />
Congregação da  ESS/UFRJ&#8221;</p>
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