Mídia Livre
II Fórum de Mídia Livre
Vitória, ES
Universidade Federal do Espírito Santo
04 a 06 de dezembro
O II Fórum de Mídia Livre <http://www.forumdemidialivre.org/> será
realizado em Vitória/ES, nos dias 04 a 06 de dezembro, na
Universidade Federal do Espírito Santo. O evento, aberto e gratuito
ao público, é voltado para os realizadores de mídia independente no
Brasil. E tem como principal desafio, este ano, formular princípios
e propostas para a Conferência Nacional de Comunicação.
Na segunda edição do Fórum, a programação contará com I Encontro
Nacional de Blogs Políticos, o “Post Livre”; I Festival de Música
Livre; Oficinas de Realizadores Multimídia; o Seminário “A Morte do
Pop Star”; Mesas de Debate sobre Midialivrismo; e as Desconferências
na forma de Grupos de Trabalho sobre políticas públicas, realização
de mídias livres e formação para o midialivrismo.
“Preparamos um fórum à altura do que vem sendo realizado pelos
midialivristas no Brasil. Este ano, o desafio é pensar a
sustentabilidade dos realizadores independentes nessa Era pós-mídia.
Antes de tudo, o Fórum é um encontro de gerações que hoje produzem
cultura a partir de valores associados à colaboração e à rede,
visando a produção de um novo mercado da comunicação: o mercado do
diálogo”, ressalta Fábio Malini, coordenador local do II Fórum de
Mídia Livre.
A Uniban, uma mini-saia e o MEC
O Ministério da Educação vai pedir explicações à Universidade Bandeirante (Uniban) sobre a expulsão da estudante Geisy Arruda, de 20 anos, que foi perseguida, encurralada e xingada por um grande grupo de alunos no câmpus de São Bernardo porque usava um vestido curto. A secretária de Ensino Superior do MEC, Maria Paula Dallari, afirmou que a instituição será notificada nesta semana, em processo de supervisão especial que pode ser aberto a qualquer momento após denúncia. A ministra Nilcéa Freire informou que a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres também cobrará explicações da Uniban.
Maria Paula alerta que duas coisas chamam a atenção no caso. A primeira é a qualificação da atitude da aluna, que revela preconceito de gênero. A Uniban alega que a estudante usava roupas curtas e tinha atitudes provocativas, que teria resultado em uma “reação coletiva de defesa do ambiente escolar”. O segundo ponto é o fato de haver diferentes tipos de punição: a expulsão de Geisy, vítima das agressões, e apenas uma suspensão dos alunos que provocaram o tumulto. “Diante do mesmo problema, há duas punições de gravidade diferente. Por que não houve então igual tratamento?”, pergunta a secretária.
Geisy sofreu assédio coletivo e ameaças de agressão no dia 22 de outubro, ao ir para o curso de Turismo, onde estudava, usando um vestido rosa curto. Ela teve de ser escoltada pela polícia sob gritos e ameaças. A história ganhou repercussão depois de vídeos terem sido postados no YouTube. No sábado, depois de concluir uma sindicância, a Uniban decidiu expulsar Geisy por considerá-la responsável pela violência que sofreu, por causa da sua roupa e da sua atitude.
A ministra Nilcéa condenou a decisão de expulsar a universitária e disse que a atitude da escola de demonstra “absoluta intolerância e discriminação”. “Isso é um absurdo. A estudante passou de vítima a ré. Se a universidade acha que deve estabelecer padrões de vestimenta adequados, deve avisar a seus alunos claramente quais são esses padrões”, disse a ministra à ‘Agência Brasil’ antes de participar do seminário seminário A Mulher e a Mídia.
As cerca de 300 participantes do seminário A Mulher e a Mídia decidiram divulgar, ainda neste domingo, moção de repúdio à Uniban pela expulsão da estudante. A decisão da Uniban também foi reprovada pela deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), uma das participantes do seminário. Segundo a deputada, a expulsão de Geisy não se justifica e parte de um “moralismo idiota”. “Mesmo que ela fosse uma prostituta, qual seria o problema da roupa? Temos que ter tolerância com a decisão e postura de cada um”, afirmou Erundina.
A socióloga e diretora do Instituto Patrícia Galvão, Fátima Pacheco, discordou da decisão e questionou o argumento da universidade de que a aluna “teria tido uma postura incompatível com o ambiente acadêmico”, conforme diz a nota da Uniban. “Ela não infringiu nada. Ela estava vestida do jeito que gosta, da maneira que acha adequado para seu o corpo e a interpretação do abuso, da falta de etiqueta é uma interpretação que não tem sentido”’, disse Patrícia. “É uma reação à mulher e à autonomia sobre o seu corpo. Não se faz isso com rapazes sem camisa, com cueca para fora ou calças rasgadas”, completou a socióloga.
Via: Estadão
PS: já se ouve por aí “Unitalibã”!!!
Fórum de Mídia Livre no Espírito Santo
Neste ano, o Fórum de Mídia Livre ocorrerá, nos dias 04 a 06 de dezembro, na Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória.
O evento ocorre no hiato entre o período das conferências estaduais e a nacional de comunicação. E terá a participação de ativistas, artistas, intelectuais, profissionais de comunicação, gestores públicos, empreendedores, estudantes, que debaterão uma agenda comum para os realizadores de mídia independente no país. O FML contará com desconferências temáticas, mesas de debate (propostas pelos convidados através da internet), oficinas de produção de mídia (propostas pelos próprios convidados através da internet), transmissão ao vivo de palestras e oficinas pela internet, encontro nacional dos pontos de mídia (ligados ao Ministério da Cultura), encontro nacional de blogs políticos, colóquios de mídias sociais nas organizações e movimentos, lançamentos de livros, revistas e sites.
No fórum ainda acontecerá o Movimento Música para Baixar – MPB é uma inciativa para conectar diversas áreas relacionadas como: música, arte tecnologia e comunicação colaborativa e espalhar suas propostas para o âmbito de diversos territórios, levando suas propostas para o maior numero de pessoas, extrapolando as fronteiras de um determinado gênero musical.
O MPB nasce da necessidade de envolver economicamente mais grupos culturais desse país, não com a lógica do mercado excludente, mas com uma nova relação capital e trabalho apontando para os conceitos e práticas da economia solidária. Atualmente há uma grande demanda de diferentes agentes culturais no sentido da geração de renda à partir daquilo que criam. Necessidade, também, de rever a prática do jabá nos veículos de comunicação, que corrompe e impede as manifestações culturais em nosso pais.
Faça sua inscrição: http://www.forumdemidialivre.org/
O Iran, o Twitter e a Internet como arma política
O Twitter mais uma vez está sendo usado com cunho político, e tem garantido a possibilidade de expressão e de distribuição de informações. Dessa vez o problema acontece no Irã. Após o governo iraniano bloquear as comunicações via celular e o acesso a vários sites que teriam conteúdos usados pelos eleitores da oposição, a população viu o Twitter como alternativa.
O usuário @mousavi1388, que se identifica como o candidato Mir Houssein Mousavi (que foi vencido nas eleições locais), tem usado o sistema para fazer contato com seus partidários, marcar protestos e divulgar fotografias dos movimentos políticos.
O Twitter também tem servido de palco para desabafos e denúncias do país. Vários usuários têm publicado mensagens falando de violência policial e demais problemas. Por causa de seu poder de pulverização de informações e facilidade de publicação, o acesso ao microblog já foi bloqueado, por exemplo, em Dubai.
O uso do microblog para discutir a polêmica da política do Irã tem sido tão intenso que o termo mais citado nesta terça feira é “”#iranelection”. A fraude ocorrida neste país tem deixado mortos, feridos e muitos torturados para garantir a “validade” da eleição. Tudo isso tem sido filmado e gravado em áudio de amadores para denunciar na internet o caos que se tornou a primeira eleição no Irã com a presença massiva de jovens e mulheres pela primeira vez.
E os presídios no Espírito Santo?
O Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) e a Comissão de Direitos Humanos do Senado estão unindo esforços para resolver os problemas encontrados no sistema carcerário do Espírito Santo. Inspeção feita pelos órgãos constatou que os presídios estão em condições precárias e com superlotação.
Os juízes Erivaldo Ribeiro e Paulo Tamburini, auxiliares da presidência do Conselho Nacional de Justiça, farão relatório sobre a Casa de Custódia de Viana, na região metropolitana de Vitória (ES), um dos presídios que estão em situação precária.
O juiz avaliou que “a cadeia está fora de controle do Estado. Os presos circulam livremente entre os pavilhões, não tem mais celas”. Segundo Erivaldo, não houve condições para aprofundar relatos de tortura mas a inspeção verificou um relato de homicídio dentro do presídio.
O secretário de Justiça do Espírito Santo, Ângelo Roncalli, afirmou, em entrevista à Agência Brasil, que o governo estadual reconhece dois esquartejamentos dentro da Casa de Custódia de Viana e que não aceita intervenção federal pelo fato de outros estados terem problemas mais graves em presídios. O relatório do CNPCP, que fundamenta o pedido de intervenção, constata a ocorrência de pelo menos dez esquartejamentos dentro do presídio em 2006.
“O relatório que eu li traz o número de esquartejados, mas não traz os nomes. Ocorreram outras mortes lá dentro, mas só duas por esquartejamento”, disse Roncalli. “Não justifica, mas não ocorreu só aqui. Em local nenhum deve ocorrer o esquartejamento e isso revela os problemas do sistema penitenciário brasileiro. A gente lamenta”, acrescentou.
Fonte: www.conjur.com.br
Ontem foi declarado pelo juiz Paulo Tamburirni em mídia nacional que no estado do Espírito Santo há crianças presas em conteineres e presídios com locais contendo 1000 presos onde tem capacidade para 300. Existem casos de pessoas mordidas por ratos em grande quantidade dentro das celas.
Precisamos de mais avaliações sobre a gestão administrativa estadual?
A Lei Seca não reduz acidentes.
A revisão do Código de Transito brasileiro testou em julho do ano passado a proibição do uso de álcool nas estradas. Apelidada de “Lei Seca”, no mesmo período triplicou a fiscalização de motoristas no trânsito. O altíssimo número de jovens mortos nesse país por acidentes de trânsito fez com a medida fosse tomada dessa forma: mais fiscalização e punição.
O fato é que estive com as estimativas do resultado da Lei seca nesta semana e a pesquisa mostra que aqui, na cidade de Vitória, não houve redução do número de acidentes. Ao contrário, até aumentou!
Decompondo: os hospitais públicos da cidade comemoraram a Lei Seca e a imprensa nacional cobriu o êxito da Saúde Pública. O fato da fiscalização ter funcionado (até demais) no período de implantação da lei não reduziu o número de acidentes, mas sim a gravidade deles. Ou seja, menos mortos, menos lesionados, menos seqüelas para a saúde dos envolvidos. O perfil da vitima continua sendo o jovem que está entrando em idade produtiva e o adulto que tem em média 30 anos.
O questionamento que me restou após a redução da fiscalização: a fórmula então é mais punição, mais vigilãncia, mais fiscalização, mais behavorismo, mais cadeia? Porque deve ser desta forma?
A nossa pesquisa já demonstra que o SUS ganhou com isso, mas quem pensa a política de segurança pública ficou apenas com um nó para desatar. Não se reduz o número de acidentes com o método “vigiar e punir”, mas se reduz o número de alcoolizados nas estradas e reduz também o número de vitimas em porta de pronto socorro.
Tem ainda um outro comentário que ouvi de um delegado: o código de trânsito é brando para quem comete algum crime nas estradas, isto porque ninguém quer ver a classe média na cadeia. Quem tem carro, jovem e não sopra o bafômetro é a classe média. Aquele que tem um carro de 1978, não tem dinheiro para se deslocar para grandes distâncias e não conhece seus direitos, a polícia obriga a gerar provas contra ele mesmo sob pressão ou coerção.
Ou seja, estamos diante de um debate clássico: o direito é um campo científico aberto, altera-se a lei de uma semana para outra, desde que seja para atender a uma determinada classe…
Filme no feriado
Fui assistir Intrigas de Estado (State of Play) neste feriado de chuva. É a história de um deputado que estava tendo um caso com sua assistente e esta morre em um acidente no metrô. Com a morte da jovem, o caso veio a público e a reputação do deputado manchada. O filme fala do poder da mídia tradicional, imprensa escrita, internet e TV. Mas o que mais me despertou curiosidade foi o debate de fundo: a política de segurança pública nos Estados Unidos. A organização de assassinatos composta pela rede de serviços terceirizados ao Estado com múltiplas empresas privadas de segurança. Esta sim, uma rede poderosa, que movimenta bilhões e muito articulada internacionalmente. “Cidade de Deus”, filme brasileiro que mostra a corrupção generalizada da suposta política de segurança pública, agora se complementa com “Intrigas de Estado”.
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