Diário de Campo

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Secretaria de Saúde do Espírito Santo privatiza seus hospitais

A matéria abaixo foi retirada do site da SESA/Espírito Santo em 18 de julho de 2008. A proposta que foi caracterizada como “moderna” e “inovadora” representa a entrega dos hospitais capixabas ao controle de empresas da área suplemetar para administrar e gerenciar os hospitais do estado. O então secretário Anselmo Toze caminha na contra mão do discurso atual do Ministério da Saúde – que visa promover acesso, garantir a qualidade do atendimento, tornando-o mais integral e equânime.

É interessante observar que ao final da matéria publicada pela SESA/ES existe uma avaliação do sub secretário Anselmo Dantas que, desta forma, estariam tornando a administração desses serviços mais eficiente e mais eficaz – como se o estado não fosse nem eficiente e nem eficaz em suas formas de gerir a máquina pública.

Segue a matéria:

“As três organizações sociais que participam do processo de seleção para a gestão do Hospital Central (HC) entregaram, na manhã desta segunda-feira (21), as suas propostas de gerenciamento, bem como toda a documentação exigida. A reunião foi realizada na Secretaria de Estado da Saúde (SESA). O evento contou com a presença de representantes da Subsecretaria Estadual de Gestão Hospitalar, da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e de duas das três entidades envolvidas na seleção.

As instituições que demonstraram interesse na administração do HC, que deve ficar pronto no final do ano, são a Pró Saúde, de São Paulo, e o Instituto Meridional e a Associação São Pedro; ambos do Espírito Santo. Entretanto, esta não enviou representante ao encontro. Durante o evento, toda a documentação foi recebida e rubricada pelos componentes da reunião. A partir de agora, as propostas serão avaliadas pela Comissão Especial de Julgamento de Organização Social, formada por profissionais da SESA. A previsão é que em cinco dias úteis o nome da entidade vencedora seja publicado no Diário Oficial do Estado.

Para o subsecretário de Gestão Hospitalar, Anselmo Dantas, a decisão de escolha deste novo tipo de gestão segue um modelo pregado pelo Governo do Estado que visa a avaliar o desempenho operacional da administração e buscar mais eficiência e eficácia nos serviços prestados.

A metodologia se enquadra na nova lógica adotada pela SESA a partir da qual o Estado diminui a participação direta na prestação de serviços e repassa a tarefa a entidades de interesse social, para atuar como órgão regulador“. [grifo nosso]

Julho 24, 2008 Publicado por diariodecampo | saúde | | 2 Comentários