Causas de internação no município de Vitória
Os últimos dados sobre os motivos de internação no município de Vitória chegam a apontar que 31% da população é internada por transtornos mentais, seguido de 11,7% por doenças do sistema nervoso. A fonte é o DataSUS. Esses dados precisam de melhores estudos e aprofundamento para demonstrar aquilo que talvez já sabemos. Por que ainda é alto este número na capital do Espírito Santo? Os CAPS saberiam responder?
Nas estatísticas…
O “Diário de Campo” chegou ao número de 300 leitores por dia.
Obrigada a todos e não esqueçam de deixar os “comentários”.
Lei proíbe venda de álcool nas estradas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (19) a lei que impede a venda de bebidas alcoólicas no perímetro rural das cidades. Nos trechos urbanos das rodovias, o comércio está liberado.
A liberação da venda nos trechos urbanos, no entanto, não poupará o motorista flagrado com bebida ou com traços de álcool no sangue. A punição será com infração gravíssima e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. A carteira de motorista também será apreendida e o veículo retido até a apresentação de outro condutor. “Sei que essa medida contraria alguns interesses, mas beneficia o conjunto da sociedade”, disse Lula, na abertura da Semana Nacional Antidrogas.
O projeto aprovado no Congresso Nacional determina que o motorista envolvido em acidentes de trânsito ou parado pela fiscalização que se recusar a se submeter a testes para verificar a influência do álcool estará sujeito às mesmas penalidades. Além do bafômetro, os policiais poderão usar outras provas para caracterizar o alcoolismo do motorista.
A lei proíbe também a venda de bebidas em estabelecimentos comerciais instalados nas rodovias federais. Estão livres para venda de bebidas alcoólicas os bares, restaurantes, lanchonetes e assemelhados que estiverem situados em rodovias que cortam o perímetro urbano das cidades.
O comerciante que desrespeitar a proibição está sujeito a uma multa de R$ 1,5 mil. Em caso de reincidência, ela é aplicada em dobro, e o estabelecimento pode ser fechado por até um ano. Os pontos de comércio ao longo das rodovias devem fixar um aviso dessa proibição em local de ampla visibilidade, sob pena de multa de R$ 300.
A fiscalização da comercialização de bebidas alcoólicas será feita pela Polícia Rodoviária Federal, mas os municípios e o Distrito Federal poderão realizá-la por meio de convênios, mantendo comunicação com a polícia, com o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) e com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre a reincidência para a suspensão da autorização de funcionamento.
Ipea aponta queda de 7% da desigualdade de renda do país
Um levantamento inédito feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), vinculado ao NAE (Núcleo de Assuntos Estratégicos) da Presidência da República, aponta queda de quase 7% no Índice de Gini na renda do trabalho no Brasil, entre o quarto trimestre de 2002 e o primeiro de 2008. Segundo os dados apresentados, o Índice de Gini melhorou porque a recuperação da renda dos mais pobres é quase cinco vezes maior que a recuperação da dos mais ricos.
O Índice de Gini mede a desigualdade de um país, varia de 0 a 1; quanto mais perto de 1, maior desigualdade; quando mais perto de zero, menor desigualdade. O levantamento foi feito a partir dos microdados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE. Os dados completos apresentam a comparação trimestral entre 2002 e 2008 e a renda média do trabalho atualizada até 2008, por décimos da população. Ou seja, valores de renda desde os 10% mais pobres até os 10% mais ricos.
Para a análise, o instituto divide os trabalhadores ocupados em dez faixas, sendo a primeira os 10% com menor renda e, assim por diante, até a última, com os 10% com maiores rendimentos. Os 10% com menor renda registraram aumento de 21,96% nos salários entre 2003 e 2007, passando de R$ 169,22 mensais para R$ 206,38, em média. Já os 10% com maior renda registraram ganhos de 4,91%, passando de salário médio de R$ 4.625,74 em 2003 para R$ 4.853,03, no mesmo intervalo.
Dentro desse período, a maior variação da baixa renda foi observada entre 2006 e 2007, quando os salários registraram ganho de 9,4%, na média. No mesmo intervalo, a média de aumento salarial foi de 3,2%, considerando todas as faixas de renda. Já o grupo dos maiores rendimentos registrou aumento de 2,6%, em média.
Próximo passo
Para o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, a série de reajustes do salário mínimo acima da inflação e os programas de transferência de renda tiveram impacto fundamental na redução da desigualdade no país.
Apesar de levar em conta apenas algumas regiões metropolitanas do país, essa é a melhor avaliação desde o início do levantamento, em 1960, quando o índice também ficou em 0,50. “É a primeira vez que vemos uma redução do índice de Gini mesmo com o crescimento econômico. Apesar da tendência de redução da desigualdade, ainda estamos no grupo de países em que o índice ficou acima de 0,45, uma diferença primitiva”, afirmou.
Pochmann alertou que, apesar de haver uma melhor divisão da renda proveniente do trabalho, a massa total de rendimentos ainda tem uma participação pequena em relação ao PIB. Em 1995, 48,8% da riqueza do Brasil era composta pela renda da população. Em 2005, esse percentual recuou para 39,1%.
“É necessário um conjunto de outras políticas para fazer os salários aumentarem sua participação na renda nacional [PIB]”, disse o presidente do Ipea. Ele defende que se faça isso por meio da tributação, tornando a cobrança de impostos progressiva para as maiores faixas de renda. Pochmann avalia ainda que a reforma tributária que está no Congresso é tímida em relação a esse ponto.
Para ler o relatório do Ipea, clique aqui
-
Arquivos
- Novembro 2009 (4)
- Setembro 2009 (4)
- Agosto 2009 (9)
- Julho 2009 (5)
- Junho 2009 (8)
- Abril 2009 (1)
- Março 2009 (2)
- Fevereiro 2009 (1)
- Janeiro 2009 (1)
- Novembro 2008 (1)
- Outubro 2008 (1)
- Setembro 2008 (1)
-
Categorias
-
RSS
Entradas RSS
Comentários RSS
